O tempo passa de forma diferente quando você cresce em uma cidade pequena.
Você vê a paisagem mudando, as árvores crescendo, os prédios envelhecendo.
Você percebe os mesmos rostos em lugares diferentes e sempre se pergunta:
"eu já te vi antes?"
Você reencontra amigos de infância,
você conhece diferentes versões da mesma pessoa ao longo dos anos.
Você conhece pessoas novas,
com a impressão de que elas já estavam ali, em algum canto,
esperando para aparecer.
Você se deita nas mesmas gramas com pessoas diferentes,
bebe nos mesmos bares com lábios diferentes.
Você caminha pelas mesmas ruas com novos pés,
toca os mesmos muros com mãos cada vez mais velhas.
Você se sente em casa em lugares onde nunca morou,
você sente os lugares trocando de significado.
Você sente as coisas orbitarem a sua volta,
como se você fosse o único ponto fixo da cidade.
Pessoas vem,
pessoas vão,
pessoas passam,
pessoas ficam,
e você nunca sai do lugar.
Você passa pelos mesmos cantos da cidade,
sentindo como se tivesse um pedaço seu em algum lugar,
alguma memória esquecida
numa esquina onde você nunca mais cruzou.
Anseia pelo dia em que vai andar por ruas diferentes,
mas teme pelo dia em que não se lembrarão mais de você.
Você teme pelo dia em que não sobrará nada além de memórias
e se conforta no fato de que tudo é apenas isso.
Memórias esquecidas em algum canto da cidade.
Você vê a paisagem mudando, as árvores crescendo, os prédios envelhecendo.
Você percebe os mesmos rostos em lugares diferentes e sempre se pergunta:
"eu já te vi antes?"
Você reencontra amigos de infância,
você conhece diferentes versões da mesma pessoa ao longo dos anos.
Você conhece pessoas novas,
com a impressão de que elas já estavam ali, em algum canto,
esperando para aparecer.
Você se deita nas mesmas gramas com pessoas diferentes,
bebe nos mesmos bares com lábios diferentes.
Você caminha pelas mesmas ruas com novos pés,
toca os mesmos muros com mãos cada vez mais velhas.
Você se sente em casa em lugares onde nunca morou,
você sente os lugares trocando de significado.
Você sente as coisas orbitarem a sua volta,
como se você fosse o único ponto fixo da cidade.
Pessoas vem,
pessoas vão,
pessoas passam,
pessoas ficam,
e você nunca sai do lugar.
Você passa pelos mesmos cantos da cidade,
sentindo como se tivesse um pedaço seu em algum lugar,
alguma memória esquecida
numa esquina onde você nunca mais cruzou.
Anseia pelo dia em que vai andar por ruas diferentes,
mas teme pelo dia em que não se lembrarão mais de você.
Você teme pelo dia em que não sobrará nada além de memórias
e se conforta no fato de que tudo é apenas isso.
Memórias esquecidas em algum canto da cidade.
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